Ser Root
As dores de ser o root!

Entre as maiores vantagens de operar um servidor Debian cru, sem a intermediação de painéis de controle como CloudPanel ou cPanel, está a liberdade absoluta. Sem essa camada adicional, a infraestrutura se torna um campo fértil para aprendizado, onde o famoso “faça você mesmo” se torna não apenas um lema, mas uma necessidade.

Além da autonomia, essa abordagem proporciona um conhecimento profundo sobre proxies reversas, manutenção de servidores, bancos de dados e administração de processos críticos. Cada ajuste, cada comando digitado, fortalece a compreensão da engrenagem que mantém um sistema no ar.
Contudo, essa liberdade cobra seu preço. Manter o sistema sempre otimizado é um desafio, especialmente quando se lida com aplicações interdependentes. Sem o isolamento oferecido por containers ou instâncias gerenciadas, um único erro pode gerar um efeito dominó de falhas e incertezas.

Minha jornada pelo universo das distribuições Linux me fez encontrar no Debian uma base sólida e confiável. Sua política de atualizações estáveis e bem documentadas oferece previsibilidade e segurança para rodar sistemas complexos. Além disso, a vasta compatibilidade do Debian permite que quase 80% das soluções encontradas na internet sejam aplicáveis sem grandes adaptações—o restante, geralmente voltado para Ubuntu, CentOS ou outras distribuições, pode ser facilmente ajustado. No Linux, tudo é moldável, e o que é 80% compatível pode, com dedicação, tornar-se 100% funcional.
Mas a manhã de hoje me lembrou de forma amarga as desvantagens de um sistema não supervisionado. Após uma extensa limpeza, me deparei com a inacessibilidade total ao meu servidor. Creio que, em algum momento do processo, corrompi o systemd, tornando impossível a execução correta dos serviços.
Esse é o lado sombrio de ser o arquiteto absoluto do seu próprio ambiente. Você tem poder quase divino sobre seu sistema, mas com grande poder vem grande responsabilidade—e, às vezes, uma linha de comando errada pode transformar um servidor estável em um caos absoluto.