Salò, or the 120 Days of Sodom
O artigo analisa Salò, ou os 120 Dias de Sodoma (1975), dirigido por Pier Paolo Pasolini, explorando sua crítica ao fascismo, a influência da obra do Marquês de Sade, seu impacto controverso, censura e legado no cinema político e experimental.

Salò, ou os 120 Dias de Sodoma - Impacto e Controvérsia
Salò, ou os 120 Dias de Sodoma (1975) é um dos filmes mais polêmicos da história do cinema. Dirigido por Pier Paolo Pasolini, o longa é baseado na obra do infame Marquês de Sade. O filme transborda simbolismo político, choque e reflexões sobre o poder e a degradação humana.
A Origem e a Influência Literária
A obra original, Os 120 Dias de Sodoma, foi escrita pelo Marquês de Sade no século XVIII e considerada uma das narrativas mais extremas da literatura. O texto apresenta a história de quatro aristocratas que sequestram um grupo de jovens para submetê-los a torturas físicas e psicológicas. A crítica de Sade é uma denúncia do abuso de poder e da corrupção moral das elites.
O Contexto Político de Pasolini
Pier Paolo Pasolini adaptou a obra de Sade para o cenário do fascismo italiano da Segunda Guerra Mundial. Ele usou a narrativa chocante para criticar o autoritarismo e os abusos das classes dominantes. O filme é uma metáfora da degradação humana em regimes totalitários.
Assista ao filme completo aqui:
Curiosidades sobre o Filme
- O filme foi banido em diversos países devido ao seu conteúdo gráfico e explícito.
- Pier Paolo Pasolini foi brutalmente assassinado pouco antes da estreia do filme, alimentando teorias conspiratórias sobre sua morte.
- Os atores do filme passaram por intensas discussões filosóficas com Pasolini antes das gravações.
- Apesar das críticas iniciais, Salò hoje é considerado uma obra-prima do cinema político e experimental.
- O longa permanece como um dos filmes mais controversos já feitos, provocando debates sobre censura e liberdade artística.
O Legado e a Relevância Atual
Ao longo dos anos, Salò passou de filme proibido a obra de estudo para críticos e acadêmicos. Seu impacto não está apenas no choque visual, mas na denúncia brutal da exploração humana sob sistemas opressivos. A mistura entre literatura transgressora e crítica política faz dele um dos filmes mais impactantes já feitos.
Embora seja uma experiência difícil, Salò continua sendo uma obra essencial para quem busca entender a relação entre arte, poder e violência.