Quem influência os influencers?
Até onde as pessoas estão indo com seus objetivos e suas obsessões?

Acredito que, para ensinar, é preciso dominar profundamente o que se propõe a lecionar ou, no mínimo, ter conquistado sucesso real naquilo que deseja transmitir.
Há tempos reflito sobre alguém que me ofereceu uma mentoria. Não sou o homem mais rico da região, mas tampouco me falta estrutura. E a vida já esmagou minhas esperanças o suficiente para me ensinar que nada vem fácil.
Essa pessoa viajou à Europa com um dinheiro poupado e, ao retornar, vestiu uma aura de soberba que não condiz com sua realidade. Tenho 37 anos e um negócio sólido, construído com esforço e visão. E, ainda assim, essa pessoa se coloca como minha mentora—não por vocação, mas por interesse, com a intenção óbvia de levantar algum dinheiro para sua próxima fuga ao exterior.
E então me pergunto...
"Como posso confiar em um alfaiate que se veste como um andarilho?"
A verdade é que essa pessoa nunca acumulou grandes sucessos e, infelizmente, sobrevive em uma dinâmica parasitária, orbitando aqueles que constroem para colher sem plantar. Tenho compaixão, sim, mas permitir que a ilusão de autoridade e experiência se instale seria compactuar com uma farsa. E disso, meu caminho não se faz.